segunda-feira, 17 de maio de 2010

Faça diaramente.


Faça diariamente, ao despertar,
afirmações positivas de alegria e vitória,
procurando construir em torno de si
um ambiente de serenidade e de harmonia.
Aprenda a sorrir de coração para todos:
parentes, amigos, conhecidos, de tal
forma que baste a sua presença para que
a alegria penetre no coração das criaturas
que lhe chegam perto.
E verifique a felicidade que isto lhe
causará."
(Minutos de Sabedoria, C.Torres Pastorino)

É sempre fácil.

É sempre fácil examinar as consciências alheias, 
identificar os erros do próximo, 
opinar em questões que não nos dizem respeito, 
indicar as fraquezas dos semelhantes, 
educar os filhos dos vizinhos, 
reprovar as deficiências dos companheiros, 
corrigir os defeitos dos outros, 
aconselhar o caminho reto a quem passa, 
receitar paciência a quem sofre e retificar 
as más qualidades de quem segue conosco... 
mas enquanto nos distraimos, 
em tais incursões a distância de nós mesmos, 
não passamos de aprendizes que fogem, 
levianos, à verdade e à lição.
Enquanto nos ausentamos do estudo de nossas próprias necessidades,

olvidando a aplicação dos princípios superiores que abraçamos na fé viva,
somos simplesmente cegos do mundo interior relegados à treva...

Despertemos, a nós mesmos, acordemos nossas energias mais profundas

para que o ensinamento do Cristo não seja para nós uma bênção que passa,
sem proveito à nossa vida, porque o infortúnio maior de todos para a
nossa alma eterna é aquele que nos infelicita quando a graça do Alto passa
por nós em vão!...
 
(André Luiz / Francisco Cândido Xavier)

O direito de ser.

Se a dor é individual, se o amor é individual, 
com que direito as pessoas querem escolher 
o que é melhor para os outros?
Ninguém tem o direito de interferir na felicidade de outra pessoa. 
Cada qual deve conhecer os limites do seu próprio jardim 
e também os do vizinho, filhos, pais e amigos.
Medo de que o outro se engane e seja infeliz? 
Cada qual deve ter sua quota de responsabilidade 
naquilo que faz ou deixa de fazer, 
deve ter o direito de experimentar o doce da felicidade 
e o amargo das decepções, 
se for preciso. Isso chama-se respeito à individualidade de cada um, 
dar-lhe o direito de ser e ser completamente,  
exatamente como desejamos para nós mesmos, exigimos até.
O difícil no relacionamento entre as pessoas é saber até onde deve-se ir. 
O fio que separa o amor que sentimos e a liberdade do outro 
de ser e de escolher o que quer ser é frágil, mas ele existe.
Mesmo com todo amor que sentia, com os riscos, 
perigos e tentações, 
Deus deixou o homem livre para tocar ou não na árvore, 
provar ou não do fruto. 
E não o amou menos por isso, nem renegou.
Ensinou-nos que amar significa cercar o outro de amor, mas sem prendê-lo, 
sem impedi-lo de respirar e de ser o que deseja ser.
 
Letícia Thompson